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IMPÉRIO, PODER E MEMÓRIAS

há 4 dias
2 min de leitura

Escrito por Wilson Maynards de Oliveira, uma pequena introdução a uma grade reflexão poderá ser lida a seguir.


Estará disponivel para download o PDF, além do link para acesso direto do arquivo no Google Drive no final do artigo.


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Uma reflexão sobre voto e democracia

IMPÉRIOS, PODER E A MEMÓRIA DOS POVOS

DA LÍNGUA E DAS FRONTEIRAS À CONCENTRAÇÃO DO ESTADO

Wilson Maynards 


UMA REFLEXÃO AO FINAL DE CINQUENTA ANOS DE PESQUISA, NA VÉSPERA DE UMA ELEIÇÃO .


Resumo - Depois de mais de cinquenta anos reunindo documentos, genealogias, memórias familiares e acontecimentos históricos, cheguei ao final desta etapa compreendendo que seria impossível separar completamente a história das famílias da história do poder. Comecei procurando meus antigos, tentando saber quem eram, onde viviam, com quem se casaram, que terras ocuparam e quais caminhos percorreram. Aos poucos, cada família me levou para além da genealogia. Encontrei povos submetidos a diferentes governos, fronteiras modificadas, línguas proibidas ou substituídas, populações deslocadas, impérios que cresceram e desapareceram e Estados que procuraram reunir debaixo de uma mesma autoridade pessoas que não possuíam necessariamente a mesma origem, a mesma cultura ou a mesma maneira de compreender o mundo.


Foi assim que percebi que uma nação não pode ser explicada apenas pelas linhas desenhadas num mapa. Ela existe também na língua, nos costumes, na culinária, nas festas, nas crenças, na relação com a terra e na memória que uma geração transmite à seguinte. Existe principalmente na maneira como um povo reconhece seus próprios antepassados. Foi por isso que, durante a pesquisa, acabei passando pelos antigos impérios, pela colonização da África, pelo Paraguai, pela União Soviética, pela divisão da Alemanha e mais tarde pela Romênia de Ceaușescu.


São experiências completamente diferentes e pertencem a tempos também diferentes. O que procuro observar entre elas é uma questão muito mais simples: até onde uma estrutura política consegue reunir povos diferentes e por quanto tempo o poder do Estado consegue manter aquilo que a história, a cultura e a memória continuam distinguindo?


Essa reflexão inevitavelmente chegou ao Brasil. Ao acompanhar nossas famílias durante séculos encontrei brancos, indígenas, pardos e negros, proprietários e trabalhadores, homens que abriram fazendas, criaram animais, plantaram, negociaram, transportaram mercadorias e criaram seus filhos dentro das condições de cada época. Algumas famílias prosperaram, outras perderam aquilo que possuíam e muitas travessaram sucessivas transformações econômicas. Quando avanço essas mesmas genealogias até os nossos dias encontro descendentes de todos esses grupos vivendo em condições completamente diferentes e encontro também muitos deles ainda abaixo da linha da pobreza. Nesse momento a pergunta deixa de ser somente quem foi o pai, o avô ou o bisavô. Começo inevitavelmente a perguntar o que aconteceu com aquela sociedade e com a riqueza produzida pelas gerações que a construíram. 

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Continue a leitura no arquivo virtual no link abaixo ou baixe o PDF em seu aparelho.




A equipe Maynards agradece a atenção, boa leitura.

 
 
 

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